O Serviço Social é uma das áreas que afetam o dia a dia dos pacientes renais, indo muito além da doença em si. Inserida na divisão social e técnica do trabalho, esse serviço é regulamentado pela Lei nº 8.662/93 e regido pelo Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais. A atuação desses profissionais no tratamento do paciente renal impacta sua vida diretamente, pois auxilia os profissionais da saúde com uma avaliação da vida social e econômica do paciente, ampliando possibilidades terapêuticas.

Conforme determina a Portaria nº 389, de 13 de março de 2014, em seu Art. 19, o Assistente Social incorpora a equipe das Unidades Especializadas em Doença Renal Crônica (como centros de hemodiálise e diálise peritoneal), formadas por médico nefrologista, enfermeiro, nutricionista e psicólogo. A atuação profissional em Redes de Atendimento Social consolida sua relevância no processo de desenvolvimento das Políticas Sociais e nas intervenções do Serviço Social, com o compromisso de defesa e garantia dos Direitos Sociais do indivíduo. Sua atuação é um elo de entendimento entre o paciente, o corpo clínico, seus direitos sociais enquanto indivíduo.

Somente por meio desse um estudo social do paciente, compreendendo sua situação socioeconômica e familiar, que um tratamento de saúde pode ser mais completo. Conforme é apresentada a problemática do paciente, é feita uma articulação de recursos disponíveis nas redes de proteção social e outros órgãos competentes, visando sempre o bem estar e a qualidade de vida. Com a possibilidade de avaliação caso a caso, o Assistente Social, integrante da multidisciplinaridade no tratamento de saúde, contribui para elaborar estratégias de intervenção mais eficazes e de resultados mais satisfatórios.

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